Um dia desses alguém se disse surpreso ao analisar com calma as coisas que escrevo nos espaços que possuo, as músicas que menciono, os trechos que parafraseio. E fui surpreendida com uma avaliação pré-concebida de quem era eu.
Sendo assim, eu, se tratava de alguém triste, inconformado, infeliz.
Só entao me apercebi do grande temor que circunda a maior parte das pessoas. Um enorme torpor lhes surge na face ante a simples possibilidade de considerar a ação de refletir. Refletir sobre que há. refletir sobre o que está por vir. Refletir sobre tudo o que já se fez.
E então, curiosa como sou, busquei nos meus arquivos justificativas para todo aquele temor. E além disso, uma grave pergunta insistia em ecoar dentro de mim: eu sou triste?
E foi só então que eu percebi que a vida é plena, é intensa, é profunda. E como tudo que assim o é, ela tem diferentes fases, diferentes faces.
Ora ou outra ela é triste. Mas a sua tristeza, traduzida pela janela com o que vemos tudo o que há, é uma tristeza finita, tendo em vista que - felizmente - toda tristeza se finda. E nesse aspecto, o nosso grande aliado é o tempo.
Pois é, compreendo isso. Mas ainda assim não tinha respostas para minhas perguntas: por que tanto temor? Sou eu uma figura triste?
Díficil é abrir a janela e encarar o que se encontra, quando o que está do outro lado é um espelho. Por mais que narciso ache feio tudo o que não é espelho, por trás do seu reflexo, ele só enxerga o que deseja.
Talvez aí resida o temor: aperceber-se fora dos padrões do suportável. Para não correr o risco, deixamos de olhar. E assim, nós tornamos aos poucos sujeitos permissivos, incorrendo num risco da evolução desnudar-nos da capacidade até então a nós concedida com exclusividade, mas que vem tornando-se ociosa, o que a subentende dispensável: a capacidade de pensar.
Eu não o desejo, não desejo perder tal capacidade. Então sigo pensando, refletindo, chorando, sorrindo, vivendo. E isso me faz feliz, outrora me faz triste. Mas acima de tudo, me faz humana. E isso me basta.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
quinta-feira, 21 de julho de 2011
A eterna primavera das esperanças
É fato que dia após dia vivemos um derramar de lágrimas e incessantes pedidos de descrença da raça humana.
Mas toda vez que temos uma manhã de inverno de um azul que quase nos diz alguma coisa. Quando observamos as árvores abrindo mão de tudo aquilo que conta sua história, à espera de novas historias para contar, me pergunto: por que não?
Por que não acreditar que ainda pode dar certo? Por que negar a continuidade dos dias, onde cada dia é um novo dia; e não importa o seu problema, o novo dia sempre começa.
Por que não lutar pelo que é bom? Num mundo tão grande certamente em algum lugar vão ouvir seu clamar. Nossas vozes hão de ecoar e ressurgir em forma de novos frutos, constituindo novas histórias, no novo amanhecer, de uma nova primavera.
Sempre existirão invernos, mas jamais podemos esquecer que eles sempre antecederam uma primavera.
E então pensei, por que não? Por que não viver uma primavera no meu dia de inverno, tendo em vista que tenho a certeza de sua chegada, ainda que não seja tão em breve.
Por que não recolher as folhas que ainda restam de uma história que ja se passou, mas com os olhos no novo que me será ofertado nessa grande roda que gira a todo o tempo, a vida?
Porque não usar os dias ensolarados e finalmente ouvir sua voz que sussurra atráves da brisa incessante que vem nos tocar: A VIDA SEGUE!!!!!!
Que assim seja.
Mas toda vez que temos uma manhã de inverno de um azul que quase nos diz alguma coisa. Quando observamos as árvores abrindo mão de tudo aquilo que conta sua história, à espera de novas historias para contar, me pergunto: por que não?
Por que não acreditar que ainda pode dar certo? Por que negar a continuidade dos dias, onde cada dia é um novo dia; e não importa o seu problema, o novo dia sempre começa.
Por que não lutar pelo que é bom? Num mundo tão grande certamente em algum lugar vão ouvir seu clamar. Nossas vozes hão de ecoar e ressurgir em forma de novos frutos, constituindo novas histórias, no novo amanhecer, de uma nova primavera.
Sempre existirão invernos, mas jamais podemos esquecer que eles sempre antecederam uma primavera.
E então pensei, por que não? Por que não viver uma primavera no meu dia de inverno, tendo em vista que tenho a certeza de sua chegada, ainda que não seja tão em breve.
Por que não recolher as folhas que ainda restam de uma história que ja se passou, mas com os olhos no novo que me será ofertado nessa grande roda que gira a todo o tempo, a vida?
Porque não usar os dias ensolarados e finalmente ouvir sua voz que sussurra atráves da brisa incessante que vem nos tocar: A VIDA SEGUE!!!!!!
Que assim seja.
terça-feira, 5 de julho de 2011
Racionais?
Quem sou eu? Simplesmente mais uma desvairada que tenta sobreviver nessa selva cheia de animais racionais que insistem em descobrir um modo de ser cada vez piores. Eu? Mais uma que carrega consigo a utopia de um dia entender o verdadeiro sentido dessa palavra presente em tudo o que há, mas que representa algo que ninguem pode ver, e parece tão relativo sentir. Algo que parece mover essa humanidade, mas se perder por alguns trocados. Algo que justifica os mais belos atos de bravura e solidariedade. Mas também os mais bárbaros atos de violência e egoísmo. Como pode tanta dicotomia caber numa palavra tão simples? Esses são apenas devaneios de mais um animal que insiste em fazer uso de sua condição de humano. A resposta? Talvez...Quem sabe um dia...Eu simplesmente descubra, ou simplesmente aprenda que esta é mais uma invenção dessa máquina fértil e produtiva: o ser humano.
Ah, eu já ia me esquecendo. De que mito eu trato? É o amor!
Ah, eu já ia me esquecendo. De que mito eu trato? É o amor!
segunda-feira, 27 de junho de 2011
A natureza de que somos feitos
Sim, somos humanos. E ainda temos uma chance. Tantos são os filmes de ficção que fazem sucesso nos cinemas expondo a resposta mais clara para a inquietude que tanto nos perturba: como será o fim. Oras, é simples, derrubaremos nossa casa. Nossa sede de exercer até a última gota nosso privilégio de ser racional, nos brinda com uma incrível capacidade auto destrutiva. E assim sempre o será? Onde está a evolução, que não nos torna mais suscetíveis aquilo que nos pertence, do qual tanto dependemos, nossa casa - a Terra? Ou será que tal nível evolutivo surgirá quando não mais houver além de lembranças coloridas daquilo que já fomos? Como se explicar um mundo onde todos conhecem as origem do mal que assola nosso lar, mas ninguém consegue erguer o braço alto suficiente para impedir que esse mal se perpetue? Quando será? Como será? De onde virá a nossa redenção?
É...Me parece que este foi um dia um tanto inquietador...Mas, o que seria de nós, pobres sujeitos pensantes, se não fôssemos premiados com a inquietude? Que assim o seja...
É...Me parece que este foi um dia um tanto inquietador...Mas, o que seria de nós, pobres sujeitos pensantes, se não fôssemos premiados com a inquietude? Que assim o seja...
domingo, 19 de junho de 2011
Jeito irracional de ser humano
É sabido, seja a crença que for, que somos parte de um projeto maior, que inclui tudo o que é viva e nos circunda. Ou quiçá, tudo que ainda não se viu. A pergunta que se sobressai ao contemplar todo esse resto que nos circunda é: o que é afinal essa exclusivida característica de ser racional? Por que ao observar o mar de Angra dos Reis me sinto excitada ao perceber uma tartaruga que busca alimento e descanso? Isso não deveria ser uma obviedade? Por que esse sujeito que raciocina, raciocina justamente que e o senhor de toda a razão e portanto proprietário da morte? Morte de toda aquela mesma vida que o circunda e que viabiliza a vida desse ser tão altivo, baseado na sua racionalidade? Seria este um modo racional de proporcionar a si e demais companheiros de espécie um suicídio progressivo? Brilhante idéia mesma essa. Assim teremos oportunidade de vislumbrar cada aspecto de nossa mediocridade decorrente da incrível capacidade de ser racional. A menosprezível capacidade de ser humano.
sábado, 18 de junho de 2011
O amor
Que saber o que tanto me intriga? Esse tal cara, chamado amor. como pode, num mundo cujo sobrenome é descarte sobreviver um sentimento que se julga autosuficiente? que se julgar bastar para alimentar corpos e corações numa sociedade que oferece tanta variedade? que se julga durável num tempo onde tudo dura o tempo de um piscar de olhos?
Quem é esse, como é esse, de que é feito esse?
Divagações impotentes num universo paralelo onde a razão tem entrada proibida: o amor.
Quem é esse, como é esse, de que é feito esse?
Divagações impotentes num universo paralelo onde a razão tem entrada proibida: o amor.
Apresentação
Por muito tempo fui apenas um sujeito pensante. Um alguem que guardava em sua cabeça pulsante todas as palavras que produzia ao enxergar a vida cheia de vida em tudo o que ha. E todo aquele que pensa e produz o que pensa, produz demais. De repente meu arquivo começou ficar lotado. E os olhos de ver, a cabeça de pensar, passaram a ver e enxergar algo novo: não basta gerar e parir as palavras. é necessário levá-las ao seu destino, seja ele qual for. Essa é a idéia. Essa é a esperança. Mostrar que alguns rabiscos podem ser a melhor tradução de tudo o que minha cabeça pensante vê. E um alívio para o fardo que carrega todo aquele que comete o inocente equívoco de pensar...
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