quinta-feira, 25 de julho de 2013

Metamorfose

O ser humano é sim "uma metamorfose ambulante". Somos capazes de passar vidas inteiras em busca de algo considerado a nós inatingível. E mais ainda, somos capazes, de ao nos defrontar com todo o inatingível com o qual sonhávamos, nos perceber frustrados. Porque construir planos não nos concede a garantia de felicidade. E não sonhar nos aprisiona. Sendo assim, passamos metade do tempo a esperar pelas realizações, e a outra metade a constatar o quanto elas são incapazes de nos fazer felizes. A condição humana é uma grande ironia.

Reencontrar

Estou de volta. Muitas primaveras e invernos depois, resolvi recomeçar. Ou seria continuar? Novos ares começam a exalar dentro de mim. Sinto que o meu verão quer chegar. Aquecer o coração. Transformar o verde. E parece que o tempo de abrir as portas é esse. Comecemos então pelo que nos consome por dentro. Por aquilo que verdadeiramente nos constitui. Num mundo de fragilidades e frivolidades, a palavra ainda tem o poder de libertar. Por muitas vezes, ouvi a voz que sussurrava dentro de mim, clamando por liberdade. Agora, ela grita. Nunca esteve tão claro o quanto a vida é um sopro fugaz. E não cabe mais viver cada momento esperando o novo inverno. Ao invés disso, vou desenhar flores para as árvores, aquecer os corações com fogueiras, e criar a minha própria primavera. E que venha o novo, o velho, o recomeço, e o novo começo. É hora de despertar!