sábado, 10 de março de 2012
O novo que é simples
É fato. Não faço mais parte daquela que você conheceu ontem. Descobri prazeres simples que me me fazem mais feliz do que a complexidade de alguns sentimentos fugazes. Desejos mais óbvios do que aqueles que é preciso muito suor pra se comprar. Descobri imagens, sons, e sensações que fazem muito mais do que as palavras podem fingir dar. Percebi finalmente que viver, não é um eterno contemplar do futuro, em busca de sempre mais. Viver, é um eterno repousar no presente, sentindo cada vez mais.
sábado, 25 de fevereiro de 2012
Eu enquanto me perco de mim
Nostálgica, perdida de mim entre os muitos eus que preciso encarnar, fugindo de uma realidade que me torna humana, mas que arranca partes. Sentindo, o que me apercebe ser real, mas deixa cicatrizes. Assim vou eu, na incomparável aventura de existir, buscando no ar, na alegria de outrem e na inspiração dos que se foram, a força, a coragem e o entendimento para seguir em frente. Essa sou eu, Aline. Mas isso é hoje. Só por hoje.
sábado, 18 de fevereiro de 2012
Contraditório do sentir humano
Bem, ser racional é uma das premissas de ser humano. Mas sentir, definitivamente, é um privilégio de ser humano. Contraditoriamente, o sentir não pode ser determinado pela razão.
O corpo reage, as palavras ganham vida própria, os olhos falam sem sons. E tudo se torna diferente, num estalar de dedos, quando nos deparamos com o sentir.
O amor é um mistério insondável, encantador, supremo e indispensável.
O corpo reage, as palavras ganham vida própria, os olhos falam sem sons. E tudo se torna diferente, num estalar de dedos, quando nos deparamos com o sentir.
O amor é um mistério insondável, encantador, supremo e indispensável.
Fragmentos
Quando os olhares se encontram, as palavras se combinam e os corpos se chamam, não o que se explicar. É hora de agradecer. É sinal de que você encontrou aquilo que algumas pessoas passam uma vida inteira por buscar: sintonia. Deixe-se levar sem esperar resposta. Sequer sabemos onde tudo começou. Seria pretensão julgar que conheceremos o final.
Nunca julgue o outro pela covardia que te consome e com a qual você insiste em conviver. Ao invés disso, aprenda com esse outro arte de ser livre. É um dos maiores prazeres e maiores responsabilidades dessa vida.
Corações quando se despedaçam ficam marcados, remendados. E cada vez que batem mais forte, as remendas são abaladas. Dói, mesmo quando não precisaria doer. Ser humano tem seu preço.
sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012
A passagem de um longo inverno
Todos os dias ouvimos o bordão: tudo passa!
Mas sabemos, contudo, o quanto é difícil existir. O quanto nos é doído conviver com nós mesmos.
Fico me perguntando porque o ser humano insiste tanto em praticar o apego. Qual seria o verdadeiro motivo para que julguemo-nos proprietários de outros humanos que nos circundam?
Isso é fato. Até porque se não o fosse não sentiríamos tanta falta do outro que se foi.
Se foi porque encerrou seu tempo nessa casa. Se foi porque não queria mais nossa companhia. Se foi porque encontrou novos espaços para desbravar. Ou se foi simplesmente porque não consegue estar apenas em um lugar.
Seja qual for o motivo, seja qual for o tempo, seja qual for a condição, somos assolados pela praga do luto.
E ousaria dizer que essa é uma de nossas dores mais sentidas e remoídas.
É sabido que o ser humano tem a digna capacidade de adaptar-se. Mas quando se refere ao luto, preferimos transformarmo-nos em seres imutáveis, incapazes, a fim de viver em toda a sua plenitude o torpor do luto.
E assim, tornamos tardes frias, de chuva fina, que insiste em molhar nossas janelas, em longos períodos de inverno.
Mas sabemos, contudo, o quanto é difícil existir. O quanto nos é doído conviver com nós mesmos.
Fico me perguntando porque o ser humano insiste tanto em praticar o apego. Qual seria o verdadeiro motivo para que julguemo-nos proprietários de outros humanos que nos circundam?
Isso é fato. Até porque se não o fosse não sentiríamos tanta falta do outro que se foi.
Se foi porque encerrou seu tempo nessa casa. Se foi porque não queria mais nossa companhia. Se foi porque encontrou novos espaços para desbravar. Ou se foi simplesmente porque não consegue estar apenas em um lugar.
Seja qual for o motivo, seja qual for o tempo, seja qual for a condição, somos assolados pela praga do luto.
E ousaria dizer que essa é uma de nossas dores mais sentidas e remoídas.
É sabido que o ser humano tem a digna capacidade de adaptar-se. Mas quando se refere ao luto, preferimos transformarmo-nos em seres imutáveis, incapazes, a fim de viver em toda a sua plenitude o torpor do luto.
E assim, tornamos tardes frias, de chuva fina, que insiste em molhar nossas janelas, em longos períodos de inverno.
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