domingo, 19 de junho de 2011

Jeito irracional de ser humano

É sabido, seja a crença que for, que somos parte de um projeto maior, que inclui tudo o que é viva e nos circunda. Ou quiçá, tudo  que ainda não se viu. A pergunta que se sobressai ao contemplar todo esse resto que nos circunda é: o que é afinal essa exclusivida característica de ser racional? Por que ao observar o mar de Angra dos Reis me sinto excitada ao perceber uma tartaruga que busca alimento e descanso? Isso não deveria ser uma obviedade? Por que esse sujeito que raciocina, raciocina justamente que e o senhor de toda a razão e portanto proprietário da morte? Morte de toda aquela mesma vida que o circunda e que viabiliza a vida desse ser tão altivo, baseado na sua racionalidade? Seria este um modo racional de proporcionar a si e demais companheiros de espécie um suicídio progressivo? Brilhante idéia mesma essa. Assim teremos oportunidade de vislumbrar cada aspecto de nossa mediocridade decorrente da incrível capacidade de ser racional. A menosprezível capacidade de ser humano.

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